Silício, ou quando a terra se (re/des)faz
“Silício, ou quando a terra se (re/des)faz” acompanha duas criaturas humanoides e sem identidade definida em uma usina fotovoltaica, realizando um ritual ancestre-futurista entre poeira, vento, calor, radiação solar e placas fotovoltaicas. Por meio da dança, da paisagem sonora e do cinema experimental, o filme aproxima corpo, memória, tecnologia e território.
O silício, mineral que é o elo entre areia, vidro, corpos, circuitos eletrônicos e placas solares, torna-se metáfora de um futuro dito sustentável e ainda assentado em antigas formas de exploração. Entre ruídos eletrônicos, ritmos ancestrais e uma dança-conjuro, a obra convida a imaginar outras ecologias e modos de existir que escapem à lógica do desenvolvimento e do progresso.
Sem narrativa linear, a vídeo-performance gravada no agreste pernambucano transforma a crítica artística às promessas das energias renováveis em uma reflexão mais ampla sobre colonialidade, extrativismo e a possibilidade de futuros fractais que se re/des/fazem.
Ficha Técnica
- Roteiro, concepção e pesquisa
- kevs
- Direção
- kevs
- Produção executiva
- kevs
- Assistente de produção
- Thales América
- Direção coreográfica
- Thales América
- Direção de fotografia e pós-produção
- Jardeson Barros
- Direção de arte e making of
- Alane Pimenta
- Direção de figurino
- Karol Diniz / Ateliê Reforma
- Assistência financeira
- Karol Diniz
- Consultoria coreográfica
- Lavínia Farias
- Trilha sonora
- Wilks
- Assessoria jurídica
- Esther Cristinna
- Legendas
- Thales América, Rodolfo
- Assessoria de comunicação
- Rodolfo
- Identidade visual
- Mateus Neves
- Produção
- Retalho Criativo
- Realização
- Facção Kapybarybe, Jardeson Foto, Art Wiris Records